quarta-feira, 19 de maio de 2010

Uma benção foi enviada.

Acredito sempre no poder do amor, da verdade, da luz, das bençãos.
Quinta feita passada me assustei com a noticia que tive, uma bençãos em minha vida : Eu vou ser PAI. Isso mesmo, vou ser PAI.
Tenho 22 anos, não pretendia isso agora, ainda criaria uma certa "estrutura", mas os bons de coração, os valentes de alma sempre recebem as coisas quando tem de receber. Acredito que os ventos que nos tiram algo, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar e apesar das preocupações e sacrificios que com certeza terei de fazer o novo caminho será gratificante. Alguns falam que agora que minha vida e de minha namorada acabaram, para mim, é agora que começa.
Graças a DEUS minha familia me apóia, eu tenho minhas fontes de renda, meus trabalhos e tenho a tranquilidade de que nada me faltará.
Gosto das palavras da biblia, apesar de acreditar em DEUS e ser muito espiritualizado, não me enquadro a nenhuma religião. E aqui vão algumas frases que me lembro constantemente, em muitas momentos.
"Se te mostras fraco no dia da angustia, quão pequena é sua força".
" Se DEUS cuida dos passáros do céu, que dirá de nós, homens de boa vontade".
" A luz resplandece nas trevas e as trevas não prevalecem sobre ela".
"Frustação é privilégio dos vivos, transcende-la privilégios dos sábios".
Adoro crianças, acredito na pureza desses seres magnificos. Os verdadeiros humanos são crianças, nós somos calejados, prostados, indignados, cascudos e já não conseguimos ser tão verdadeiramente humanos como essas magnificas mini pessoas.
Já amo o ser que se forma no interior de outro ser. Uma parte de mim fora de mim(literalmente).
Agora eu treino por 3 : Eu, minha amada namorada e meu já querido e magnifico filho.
Feliz pela noticia, feliz por estar aqui.
Grato pela vida.

domingo, 16 de maio de 2010

Retirado do blog de Lucas Helal.

Alguns se satisfazem com pouco, outros nunca estão satisfeitos.


Alguns tem a capacidade de abdicar por anos e anos, alguns não conseguem suportar o apelo de estar por vezes omisso e ausente.

Alguns conseguem lidar e aprender com as frustrações e com as batalhas diárias, outros não conseguem se deparar com o insucesso e fazer disso uma escola.

Alguns conseguem compreender que insucesso é sinônimo de trabalho, outros foram criados numa visão pautada no imediatismo.

Alguns plantam e esperam tempos e tempos para colher, outros não se contentam com a colheita tardia.

Alguns anseiam por perfeição, outros nem referencial tem.

Alguns tem uma profunda (e responsável) auto-confiança no sucesso. Alguns tem uma profunda (e irresponsável e ilusória) auto-confiança, além de auto-imagem distorcida. Alguns sofrem de baixa-estima.

Algum sortudo um dia aprendeu com um bem-aventurado que a porta para o sucesso está na sua sede, juntamente com a persistência para cobrir os insucessos que deste fazem parte.



O que me deixa de fato curioso é porque alguns seres humanos são sedentos por perfeição. Dedicação parece ser uma característica de nascença.

Alguns trabalharam mais que os outros. Alguns abdicaram mais que os outros. Alguns viveram com intensidade mais que os outros.

Quando o desespero bate, é a hora de lembrar que você está um passo a frente...



Alguns quando eram crianças acharam que podiam mudar o mundo. Alguns - afortunados - levaram isso a sério depois de adulto.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Futuro do triathlon brasileiro, ou seria presente ?

Retirado do site mundotri.com.br -

Em mais uma entrevista exclusiva da série “O futuro do triathlon olímpico brasileiro”, conversamos com Sandra Soldan, uma das três maiores triatletas brasileiras de todos os tempos. Sandra Soldan já foi a melhor brasileira colocada no ranking da ITU da história, com uma incrível 5ª colocação, além de ter ficado em 11ª lugar nas Olimpíadas de Sydney (estréia do triathlon nos Jogos), melhor resultado latino-americano até hoje. Sandra foi ainda Campeã Mundial de Aquathlon em 2002 e representante brasileira nas Olimpíadas de Athenas (2004). Atualmente, Sandra é médica da ABCD – Agência Brasileira de Combate ao Doping, desempenhando uma função no controle de dopagem.




MundoTRI: O Brasil não teve o desempenho esperado nas últimas Olimpíadas e o mesmo aconteceu nos últimos mundiais de triathlon. Na verdade, temos levado cada vez menos atletas nesses eventos. Você atribui esses resultados a algum fator especial?



Sandra Soldan: Sim, nada vem à toa. Muito menos em um esporte de longo prazo e que requer uma estrutura grande e custosa. Ao meu ver, foram vários fatores juntos que resultaram neste retrocesso do triathlon nacional. E de todos os lados, desde a falta de visão no futuro por parte da CBTri, sem selecionar os melhores e mais competentes profissionais de cada área para lhe assessorar, com experiência comprovada por mérito, o que é essencial para o esporte de alto rendimento, montando uma equipe multi- disciplinar, que irá trabalhar conectada com os grandes centros internacionais do esporte de alto rendimento. O intercambio internacional é vital, em todos os níveis.



Outro ponto importante seria o de ter aproveitado melhor a experiência de tantos anos dos atletas olímpicos para passá-la aos atletas emergentes. Esta troca é muito importante, pois, apesar de ser um esporte individual, se trabalha em equipe. Isto já foi demonstrado e comprovado ser eficaz, em todos os Jogos – Pan-Americanos e Olímpicos – e por todos os países que o fazem. Não só nas provas, mas nos treinamentos também, pois é durante este período que os atletas se conhecem, aprendem a se entrosar, e durante as competições repetirão aquilo que aprenderam durante o treinamento. A questão de quem vai vencer ficará para quem estiver melhor naquele dia, desde que todos tivessem trabalhado corretamente, e seguido as estratégias impostas pelo técnico. Por isso a importância de se ter um profissional competente, com visão e experiência no assunto. Mas tudo isso só pode se tornar possível se houver planejamento de treinamento do grupo todo, em locais apropriados para isso, e que eleve o nível técnico dos atletas, a serem testados nas competições internacionais.



MundoTRI: Como você vê o cenário do triathlon olímpico brasileiro atualmente? Alguma aposta para 2012?



Sandra Soldan: É um cenário baseado unicamente em novos talentos. Houve um vácuo entre a geração mais velha, da qual fiz parte, e a mais jovem. Esta reciclagem não precisava e não deveria ter sido assim. Houve descaso e não se valorizou o resultado de nossa geração para o triathlon nacional. Isto não acontece em esportes com mais estrutura, como a natação, o vôlei, a ginástica olímpica; as respectivas confederações aproveitam os atletas mais experientes e que tiveram grandes resultados para trabalhar juntos em busca de melhores resultados, pois existe uma mentalidade diferente; a de melhorar cada vez mais e, para isso, é importante que se junte todas as forças disponíveis formando um grupo mais forte, passando por cima de diferenças e disputas de brios, característico do ser humano.



Não aposto em ninguém, pois é um resultado impossível de se antecipar, já que todos os atletas do mundo estão se preparando mais do que nunca, para o maior evento esportivo do planeta. Para 2012 deve-se ter em mente que será muito mais difícil se não houver mudanças drásticas no planejamento de curto prazo.





Sandra Soldan continua em ótima forma.

MundoTRI: E no cenário de longa distância e de competições curtas sem vácuo?



Sandra Soldan: O cenário de provas de longa distancia está ficando cada vez mais amplo e disputado. É crescente o numero de atletas participando deste tipo de prova, por ter uma característica de desafio maior; e é isto que o triatleta é movido. Com mais adeptos, o esporte cresce, e leva junto mídia e patrocinadores, chamando a atenção de mais atletas, em um circulo vicioso muito positivo. As provas passam a ser muitas, aumentando as opções para os atletas em serviço oferecido, com maior qualidade em todos os níveis. A tradicional oferta de mercado, com todas as vantagens que isto implica. Além do que, a falta de contato do atleta com qualquer tipo de cartola do esporte, torna essas provas mais atrativas.



MundoTRI: Qual a principal diferença que você vê das Olimpíadas passadas para a próxima para os atletas brasileiros do triathlon?



Sandra Soldan: A distancia entre o triathlon nacional e o internacional está aumentando pela carência em intercambio internacional para os atletas. Isto é essencial. Dividido entre treinamento e competições, estes estágios devem ser feitos em épocas diferentes do ano, conforme o calendário de competições. Mais uma vez, isto deve ser planejado por pessoal competente, que entende de fisiologia do exercício e treinamento esportivo e principalmente, que entenda de triathlon.



MundoTRI: Alguns atletas brasileiros acabam caminhando para o circuito Ironman e o Troféu Brasil devido à maior exposição na mídia e a possibilidade de angariar mais patrocínio. Como você vê o impacto disso no desenvolvimento dos triatletas olímpicos brasileiros? (vale lembrar que grandes triatletas internacionais, após começar no Ironman não conseguiram mais se manter no mesmo nível na distância olímpica.)



Sandra Soldan: Na verdade, se o atleta for bem assessorado, e tiver resultados expressivos, ele conseguirá bastante dinheiro no triathlon olímpico. São Jogos Olímpicos, onde a mídia faz cobertura massiva durante o ano todo. E ano de Jogos Pan Americanos também. Nos outros 2 anos deve-se sobreviver das provas promocionais,como estas citadas. Ao meu ver, o triatleta pode explorar todos os tipos de distancia em sua longa carreira esportiva; basta ter paciência e fazer tudo com planejamento e orientação.



Seguir o desenvolvimento fisiológico normal, respeitando os limites de um ser humano, ele é capaz de começar com distancias menores e, conforme o amadurecimento do corpo e mente, ao longo dos anos, e treinamento correto com planejamento de provas que respeite isso, o triatleta é capaz de seguir carreira por muitos anos de forma saudável e duradoura, ganhando dinheiro consequentemente.



Eu penso que o triatleta nunca deve almejar ganhar dinheiro como objetivo principal; isto é uma conseqüência, assim como o resultado de uma prova. Nesta linha de pensamento, ele nunca deve se meter a fazer todas as provas que aparecerem pela frente; deve-se planejar e seguir o que estava proposto a se fazer.



Quanto ao impacto no triathlon olímpico, cabe a Confederação criar formas de tornar as provas oficiais mais atrativas para os atletas. Aumentando as premiações, tornando a organização das provas mais profissional e acima de tudo pensar mais nos atletas.



MundoTRI: Sandra, você poderia descrever rapidamente o processo de coleta e análise do exame antidoping no Brasil? Os exames feitos no Brasil já conseguem encontrar a EPO, CERA e GH na urina?



Sandra Soldan: É padrão internacional da WADA – a Agencia Mundial Anti Doping. Isto é muito importante, pois precisa haver uma igualdade nos procedimentos , desde a coleta até o exame laboratorial no mundo inteiro. Os kits de coleta são Behring, de um laboratório belga. O procedimento de coleta também é padrão, para não haver conflitos para os atletas, que estão sujeitos a fazer diversos deles ao longo de sua carreira competitiva. Existem atletas da natação que fazem mais de 25 controles no ano, dentro e fora das competições. Quanto maior o nível do atleta, mais controles ele fará.



O laboratório para o qual eu envio as minhas amostras é o de Montreal, referencia internacional. A médica responsável pelo laboratório é muito competente, realizando a análise mais rapidamente que o LADETEC, mais eficientemente, e a um custo menor. Portanto, é questão de oferta de mercado. E todas estas substancias já são detectadas na urina; ou por sua estrutura química completa, ou por traçadores bioquímicos – direta ou indiretamente.





Sandra Soldan

MundoTRI: Quanto custa um exame antidoping? Desde o custo do laboratório ao custo do médico se deslocar para fazer o exame? Quantas pessoas são necessárias?



Sandra Soldan: O custo de uma amostra simples de urina é de cerca de R$ 1.050,00 com analise em Montreal, envio de Fedex, papelada da ANVISA, médico, telefone. Para EPO, que é feito um pedido à parte, custa-se R$ 1.500,00 nas mesmas condições. É necessário um médico DCO (doping control officer) e um escolta para cada atleta controlado, que o acompanhará durante o processo.



MundoTRI: Você tem idéia de quantos exames Antidoping são feitos no Brasil e pela CBTri por ano? Você tem algum dado de outros países?



Sandra Soldan: A CBTri ainda não realizou nenhum controle neste ano. E no Brasil a estatística é posse do Dr. De Rose, da WADA. Mas já posso te antecipar que o numero é crescente, variando de esporte para esporte, pois ainda é vinculado às confederações e COB. Vale lembrar que doping é a segunda maior preocupação do presidente do COI para Jogos Olímpicos, perdendo apenas para atos terroristas.



MundoTRI: Em sua opinião, qual exame é mais eficaz, em competição ou fora da competição? Se fosse para escolher um qual você escolheria para o triathlon?



Sandra Soldan: O tradicional de urina para EPO com o de sangue na véspera das competições, quando se colhe 2ml da ponta do dedo de todos os atletas que estão inscritos, para avaliar vários parâmetros fisiológicos, tendo um perfil biológico daquele individuo, que será comparado às amostras futuras dele mesmo (passaporte biológico).



MundoTRI: No triathlon, a quase 2 anos não temos exames antidoping nos campeonatos brasileiros. Os dirigentes brasileiros não tem preocupação em ter um esporte limpo ou realmente é falta de verba para realizar os exames?



Sandra Soldan: Não é falta de dinheiro. É falta de interesse. Quando se quer fazer algo, eles tem dinheiro, como foi na seqüência dos Jogos Sul Americanos, quando embarcaram uma equipe de cerca de 20 atletas para o México por 1 semana, para uma prova internacional. Não estou dizendo que isto esteja errado, mas é questão de colocar na balança as prioridades. E parece que o controle de doping não é uma delas.



MundoTRI: O coordenador técnico da CBTri disse que, na 1ª Etapa do Brasileiro este ano, fizeram o “pedido em tempo hábil, mas a proximidade dos Jogos Sulamericanos com a prova de Vitória impossibilitou a presença dos responsáveis pelo controle antidoping.” Essa informação procede?



Sandra Soldan: Não. Fui a DCO escalada para executar o trabalho, e já estava com a agenda programada para ir à Vitória. Recebi um e-mail do COB avisando que não se realizaria mais o controle naquela competição por falta de planejamento da CBTri.



MundoTRI: Sabemos que a CBTRI tem uma verba destinada de 60mil reais para usar este ano direcionada para o controle antidoping. Quantos exames conseguiríamos fazer com esse valor durante o ano inteiro?



Sandra Soldan: É o bastante para se fazer ao menos 40 controles para EPO. E ainda nem começamos.



MundoTRI: De quem é a culpa por não ter mais exames e exames surpresas no Brasil?



Sandra Soldan: É a CBTri quem deve solicitar o pedido de controles em uma competição. Assim acontece na CBDA, na CBAt , na CBC, na CBB, na CBHoquei, na CB Golfe,etc. Ainda estou aguardando a decisão da CBTri de começar a fazer. Sentada.



MundoTRI: Tem algum esporte que está investindo mais no controle antidoping? Quais os resultados?



Sandra Soldan: Sim. A CBAt é a que mais está investindo em controles dentro e fora de competição no Brasil. Neste ano a previsão é de 700 controles. Mas são muitos esportes dentro de um só. A CBDA também está aumentando o numero de controles ao longo do ano, ampliando para todos os 5 esportes aquáticos, fruto de muito esforço pessoal , e muita dor de cabeça. Mas se for preciso mais, não meço esforços.



MundoTRI: Mais alguma observação?



Sandra Soldan: É sempre importante lembrar que isto tudo é feito por um único motivo: PRESERVAR O ESPIRITO OLIMPICO. O fair play. O Olimpismo. Valores que estão esquecidos nos dias de hoje, com o excesso de profissionalismo e mídia envolvidos. Não que isso seja ruim; muito pelo contrario. Mas, com o desenvolvimento natural e desenfreado de anos, o esporte olímpico passou a ser um salto para o sucesso a qualquer custo; e este é o problema. O problema está na raiz. Se não tivermos uma política de educação olímpica eficaz a nível mundial, estaremos sempre perdendo espaço para os sujeitos metidos a esperto, querendo pegar o caminho mais curto para a vitória, ou o mais fácil. E o que não falta é isso. E estes são os primeiros candidatos a serem controlados para doping. Pois o caminho para a vitória deve ser árduo, pedregoso, com quedas até se chegar ao objetivo final, construindo um individuo com valores positivos, de atitude correta, disciplinado e determinado. É disso que um verdadeiro atleta é feito. E é por isso que o Jogos Olímpicos foram criados e recriados na modernidade pelo mais ilustre pensador e defensor deste assunto de todos os tempos; o Barão Pierre de Coubertain. Sua historia deveria ser contada para todos aqueles atletas que estão viajando e participando pela primeira vez de uma Olimpíada. É a educação olímpica

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Tenho medo, mas estou aqui.

Morremos aos poucos e loucos esperamos pela vida chegando ao fim, ou pela morte chegando ao seu começo, onde ela começa? No começo de uma nova vida e vem de onde, de além, de quem ?




Sabemos que esta passagem, essa jornada irá ter um fim e porque pensamos tanto no que se passou, deixe que o passado seja enterrado e suas lições levadas e aprendidas, tocadas e sentidas.

Deixe que o presente seja vivido como o foi quando era passado. Preocupamos-nos com o futuro, com ânsia e cólera. Um dragão nos gospe seu fogo, o desespero corrói nossas mentes, lembranças, andanças.



Quantos de nós viajamos sem lembrar dos problemas deixados em “nossa” cidade. Deixe para trás tudo que foi ruim, não guarde mágoas, coloque sua música favorita, encontre sua alma gêmea, sim, ela existe, não é feita de destino é feito de coragem, de luta, de ideais.



Passamos uma vida toda como loucos andando para lá e para cá, sei que fizeram de nós robôs manipuláveis, criaram uma sociedade cheia de regras que usurpam nossa liberdade, destroem nossos sonhos. Fazemos a maior parte das coisas “obrigados”. Comer custa dinheiro, beber custa dinheiro, se cobrir custa dinheiro, andar custa dinheiro, viver custa dinheiro;Sim, respire e seja cobrado, é esse o mundo em que vivemos.



E para onde foram os contos de fadas, as histórias de dragões, da bela e da fera. Para onde foram jogados nossos sonhos de um mundo melhor, quem sabe em um abismo sem fim ou logo ali em uma esquina nunca encontrada.



Os sonhos de união, paz e amor foram trocados pelo sonhos de carros e casas enormes, desnecessários a qualquer ser vivo. Ainda somos escravos, a escravidão não acabou.



Tiraram de nós a pureza, uma sociedade obrigada a lutar como dragões que gospem fogo, canalizam negativas vibrações, dispostos a manipular aos outros e a nós mesmo, cansados a nos esconder.



Quantas máscaras terei de usar e até quando saberei que uma máscara é apenas uma máscara, quem sabe ela não toque meu rosto e o antigo chamado EU se torne a máscara.



Tenho medo, mas estou aqui, tenho medo.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Vai embora quem se deixa ir, vai embora quem se quer que vá.

De todo meu ser que emana, o que mais emana é o desejo de amar.

De todo meu corpo que tenta, o que mais desejo é teu corpo.

Olhando vejo rios de novas descobertas, portas entreabertas que bastam à você abrir. Lá dentro escuridão, pronta a se iluminar e descobrir.

Ah , que vida linda, que beleza de descobertas, de pessoas, de si mesmo. A cada dia uma nova voz vem lhe falar, a cada dia um novo olhar vem espiar, de fora e de dentro, de um lado e do outro. Eterna e linda metamorfose quando a escuridão vai se tornando clara, o medo se transformando em coragem, o frio em aconchego, a dor em alivio, tudo muda o tempo todo.

Tudo passa e muitos passarão; Eu já fui várias pessoas, você já foi várias pessoas e será muitas outras.Quando eu tinha 17 eu achava que era esperto, hoje vejo que não e me acho maduro, quem sabe com 30 eu não me veja com 22 e finalmente me veja maduro, vendo meu jovem homem de 22 se dissipar em erros que me trouxeram até o homem maduro de 30.Mudanças/mudanças/mudanças.

O caminho das pedras é árduo, querer alguém é combativo, querer alguma coisa é combativo. E quem se combate? Se combate a si, se combate a outro,e nunca tem fim, trilhe seu caminho e se delicie. "Pegue sua espada dia após dia, e lute contra si mesmo."

Meu rumo clama por saber, para onde ir, que lado tomar, quantas bifurcações têm a vida, quantas escolhas e fracassos teremos de superar, até a verdade e luz alcançar? Sem resposta para essa, vamos trilhando, o caminho é belo e recompensador.

Vejo muitas pessoas que andam sem rumo, como zumbis automáticos sobrevivendo, não vendo, não sentindo, não amando.

Ah ! o amor, que sentimento tão indecifrável, tão indescritível, só a quem sente é possível saber, e a quem fala sempre fala meio e nunca inteiro, porque o amor nunca se pronuncia,ele se demonstra,e a ele se devota.Maior que as palavras, maior que você mesmo.

A felicidade sorri todo o dia, o sol brilha para todos, a lua ilumina a noite de qualquer vivente, você não vê, não sente.

Os pássaros cantam, eu aprecio, você me fala eu me delicio.

Nos teus lábios eu descanso, no teu corpo eu quero permanecer, dentro de mim estás, tão viva, tão presente, todos os dias, amanheço e adormeço e você nunca vai embora.

Vai embora quem se deixa ir, vai embora quem se quer que vá.

Os desejos, as crenças, as vibrações moldam vidas.

Sem sentido, com sentido, mas a certeza é que o feliz também chora e se fere.

A felicidade, verdade, amor, andam sempre unidas, como se fossem um só. E também choram.

Na essência somos espíritos puros andando por aí.

Que o passado não destrua seu presente, mas construa passos rumo ao seu futuro.

Que o medo não corroa seu futuro, mas lhe dê coragem para pisar firme o desconhecido.

Que o amor lhe traga a luz plena, desconhecida e embriagante luz.

Toma meu ser, eu me entrego, desejo e quero.

Tomado pela magia, essa mística e misteriosa magia que a cada dia conheço mais um pouco, a cada dia ou mais um passo em direção a esse abismo sem fim.

Eternos, é tudo infinito, por isso me entrego, sempre e sempre me entregarei.

A você meu amor, a você meu DEUS, a você meu mestre, a você meu sol, a você minha vida.

Me entrego e desejo.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Perguntas ao presidente da CBtri...Respostas superficiais.

Ok Felipe,




Vamos sanar suas dúvidas.





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Primeiro obrigado por nos procurar e ter se filiado a uma de nossas filiadas.



Este é o primeiro ponto. Você é filiado por intermédio de sua Federação.



Se a taxa é R$ 15,00 a UTBS ou SPtri estavam me enganando, pois me cobram R$ 60,00 de taxa de filiação à CBtri.



Não é bem assim. Você, pelo que escreveu, é filiado a UTBS que faz o papel do clube junto a Federação. UTBS está para a Federação Paulista da mesma forma que está o Clube Pinheiros ou qualquer outro clube e ou associação filiada a entidade. Acredito que estes R$ 60,00 deva ser a somatória das taxas da UTBS, TRIPAULISTA e CBTri. Como lhe disse antes, a menor taxa é da CBTri. Para saber o que cabe a UTBS e TRIPAULISTA você terá que se reportar a eles. Nada que um simples e-mail não resolva.



Mesmo sendo R$ 15,00 - Sim, gostaria de saber onde vai parar esse dinheiro?



Este dinheiro é aplicado na administração da entidade (salários, telefones, correios, água, luz, impostos...), em seus projetos, nas provas oficiais, nos cursos para treinadores, nos cursos para árbitros, locomoção de pessoal (atletas, treinadores e administrativo), compra de equipamentos para atletas de nossos projetos, aluguel, uniformes para as diversas seleções...



Pois tendo aproximadamente 8mil filiados ano passado(registrados no site) - é um bom dinheiro se bem investido.



Não temos 8 mil atletas filiados...(Então os dados do ano passado foram mudados) mas queremos um dia chegar a isto. Nossa média de filiados é de 2.500,00 atletas. Destes, aproximadamente 15% são atletas de projetos sociais que tem ne nossa parte (CBTri) isenção da taxa. Então temos uma arecadação anual de aproximadamente R$ 32.000,00 (trinta e dois mil reais). De fato uma boa quantia. Podemos dizer que paga 40% do que gastamos com uniformes para atletas/ano. Ou o valor de 6 bicicletas de boa qualidade.



Eu concordaria em pagar mais na taxa da CBtri(até R$ 100,00), se eu conseguir visualizar as benfeitorias que meu dinheiro e de outros triatletas trás ao triathlon brasileiro, mais sinceramente, não consegui ver muita coisa.



A taxa que você paga já é o suficiente(suficiente para que, só se for para não fazer nada). Não precisa se preocupar. Os atletas de nossos projetos têm plano de saúde, faculdade, viagens, hospedagem e alimentação custeadas por nós. As taxas de inscrições em eventos oficiais da CBTri são as menores do mercado. Através das provas oficiais da CBTri você consegue chegar a Mundiais, Pan-americanos, Sul Americanos, Ibero Americanos, Jogos Pan Americanos e Jogos Olímpicos. Também, somente através de nossas provas o atleta poderá ser campeão brasileiro em diversas modalidades (Triathlon, Longa Distância, Duathlon, Aquathlon...).



Talvez você possa me mostrar com sua resposta.



Têm muito mais coisas que fazemos com estes R$ 15,00 que você acha tão pouco e que achamos o "valor justo". Dei tão somente uma pequena explanação.



Espero ter atendido suas expectativas. Se houver outras dúvidas fico a sua disposição.



Há, nosso balanço anual é publicado em jornal e sofremos auditoria independente.




Felipe, nem sempre respondemos diretamente para os atletas.



Existe um sistema traçado que assim segue:



O atleta se reporta ao clube (UTBS no seu caso), o clube se reporta a Federação e esta se reporta à CBTri.



Por isto que geralmente a taxa do clube é maior, pois sua relação é com os atletas. A Federação, por se relacionar com os clubes... também cobra uma taxa menor e nós, por nos relacionarmos somente com 21 federações, cobramos os R$ 15,00.



Porém isto não é levado a "ponrta de faca".



Imagina atender 2.500 atletas? Pense na possibilidade de 5% destes atletas resolverem entrar em contato conosco. Teríamos sérios problemas para administrar isto, pois não temos recursos humanos suficiente.



Nós que agradecemos.



Atenciosamente,



Carlos Fróes


Obrigado.

Pelo que entendi a CBtri pratica o Lulismo, ou seja, a culpa é sempre dos outros e eles nunca viram nada. E não me importa se a confederação brasileira é o orgão máximo e deveria fiscalizar a todos os outros eles sempre vão dizer "Eu nunca vejo nada e é sempre culpa deles, nunca minha."

Abra os olhos para que possa ver. Tire a venda para que possa olhar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Pego do Triphilosofia - Alegres e ignorantes por Lya Luft.

Há fases em que, inquieta, eu talvez aponte mais o lado preocupante da vida. Mas jamais esqueço a importância do bom humor, que na verdade me caracteriza no cotidiano, mais do que a melancolia. Meu amado amigo Erico Verissimo certa vez me disse: "Há momentos em que o humor é até mais importante do que o amor". Eu era muito jovem, na hora não entendi direito, mas a vida me ensinou: nem o amor resiste à eterna insatisfação, à tromba assumida, às reclamações constantes, à insatisfação sem tréguas. Bom humor zero. Desperdício de vida: acredito que, junto com dinheiro, sexo e amor, é a alegria que move o mundo para o lado positivo. Ódio, indignação fácil, rancores e inveja – e nossa natureza predadora – promovem mediocridade e atos cruéis.




Quando, seja na vida pessoal, seja como cidadãos ou habitantes deste planeta, a descrença e o desalento rosnam como animais no escuro no meio do mato, uma faísca de bom humor clareia a paisagem. Mas há coisas que nem todo o bom humor do mundo resolveria num riso forçado. Como senti ao ler, numa dessas pesquisas entre esclarecedoras e assustadoras (quando vêm de fonte confiável), que mais de 30% da nossa chamada elite é de uma desinformação avassaladora. Aqui o termo "elite" não tem a ver com aristocracia, roupa de grife, apartamento em Paris ou décima recostura do rosto, mas com a gente pensante. A que usa a cabeça para algo além de separar orelhas. Pois, segundo a pesquisa, entre nós a imensa maioria dos ditos pensantes não consegue dizer o nome de um só ministro desta nossa República. Senadores, nem falar.



A turma que completa o 2º grau, que faz faculdade, que tem salário razoável, conta no banco, deveria ser a informada. Essa que não precisa comprar carro em noventa meses e deixar de pagar depois de quatro. A elite que consegue viajar conhece até algo do mundo, e poderia ter uma pequena biblioteca em casa. Em geral, não tem. Com sorte, lê jornal, assiste a boas entrevistas e noticiosos daqui e de fora, enfim, é gente do seu tempo. Para isso não se precisa de muita grana, acreditem. Mesmo assim, essa elite é pouco interessada numa realidade que afinal é dela.



Resolvi testar a mim mesma: nomes de ministros atuais desta nossa República. Cheguei a meia dúzia. São quase quarenta. Então começo a bater no peito, em público, aliás. Num país onde mais da metade dos habitantes são analfabetos, pois os que assinam o nome não conseguem ler o que estão assinando, ou vivem como analfabetos, pois não leem nem o jornal largado na praça, os que sabem ler deveriam ser duplamente ativos, informados e participantes. Não somos. Nossos meninos raramente sabem o título de seus livros escolares ou o nome dos professores (sabem o dos jogadores de futebol, dos cantores de bandas, das atrizezinhas semieróticas). Agimos como se nada fora do nosso pequeno círculo pessoal nos atingisse.



Além das desgraças longe e perto, vindas da natureza ou do homem, estamos num ano eleitoral. Inaugurado o circo de manobras, mentiras e traições escrachadas ou subliminares que conhecemos. Precisamos de claridade nas ideias, coragem nos desafios, informação e vontade, e do alimento dos afetos bons. Num livro interessante (não importa o assunto) alguém verbaliza velhas coisas que a gente só adivinhava; um filme pode nos lembrar a generosidade humana; uma conversa pode nos tirar escamas dos olhos. Estar informado e atento é o melhor jeito de ajudar a construir a sociedade que queremos, ainda que sem ações espetaculares. Mas, se somos desinformados, somos vulneráveis; se continuarmos alienados, bancaremos os tolos; sendo fúteis, cavamos a própria cova; alegremente ignorantes, podemos estar assinando nossa sentença de atraso, vestindo a mordaça, assumindo a camisa de força que, informados, não aceitaríamos.



Alegria, espírito aberto, curiosidade, coisas boas desta vida, todos as merecemos. Mas me poupem do risinho tolo da burrice ou da desinformação: o vazio por trás dele não promete nada de bom.